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Acupuntura e Emoções


Muitas pessoas têm procurado atendimento em acupuntura buscando a melhora de fatores emocionais. A maioria, entretanto, chega ao consultório questionando sobre o real papel da acupuntura nesses casos. De fato, decorrente dos recentes estudos desenvolvidos no ocidente relativos a acupuntura, tem-se difundido a eficácia do tratamento principalmente, se não exclusivamente, em casos de dor.

Quando buscamos a visão da acupuntura tradicional chinesa, baseada no taoísmo, atingimos a noção do ser humano como um todo, no qual o físico, o psíquico e o emocional se engendram e são indissociáveis.

O tratamento através da acupuntura, nessa conotação, consegue atingir muito além do tratamento da dor. É sim capaz de equilibrar as nossas perturbações psíquicas e emocionais de maneira extremamente eficaz.

Entre os conceitos da acupuntura é possível reconhecer o que chamamos de “psiquismo”. O corpo humano é formado por um emaranhado de redes de energia, que por sua vez, estão ligadas a um órgão, ou uma víscera (rim, bexiga, fígado, pulmão, etc). No total, temos cinco órgãos e cinco vísceras. Cada órgão, dentro da visão chinesa tradicional, apresenta uma correlação com uma emoção (tristeza, cólera, medo, alegria, reflexão).

Assim, quando o indivíduo apresenta um desequilíbrio em um desses canais de energia, denominados de meridianos, uma dessas emoções também será afetada e poderá se manifestar mais ou menos, como por exemplo, um indivíduo raivoso, ou uma tristeza profunda que pode até evoluir para um quadro depressivo. O contrário também é verdadeiro. Quando vivemos uma situação de raiva, por exemplo, provocamos um desequilíbrio no meridiano correspondente a essa emoção (o meridiano do fígado, nesse caso). O acupunturista é capaz de perceber esse desequilíbrio e possibilitar o restabelecimento do fluxo de energia.

A medicina ocidental, através do estudo da psicossomática, hoje também aceita que desequilíbrios emocionais podem gerar doenças físicas, como é o caso da psoríase e da fibromialgia. Na visão oriental não é diferente. Caso não solucionemos esse desequilíbrio energético provavelmente esse indivíduo irá apresentar alterações físicas no futuro.

Assim, não é possível dissociar o físico e o mental, ambos tem a mesma origem e estão intimamente correlacionados, sendo assim, beneficiados pelo tratamento com acupuntura, pois a interação entre esses aspectos permite ao profissional se utilizar das características psíquicas para auxiliar a terapêutica, bem como, através da interferência no físico, modular o psíquico.


Dra. Marina Mathias B. Guimarães Fisioterapeuta especialista em Acupuntura Crefito 3/73138-F

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