Psicoterapia

Psicoterapia Fenomenológico-Existencial

“A arte de vivenciar um mergulho no movimento da sua vida, compreender e questionar seu sentido,
viver autenticamente. Quando se descobre artesão de sua própria existência, seu coração
e sua alma buscam por uma coreografia mais genuína e, portanto, mais bela”.

Psicoterapia, etimologicamente, é formada por duas palavras gregas: psykhé (sopro de vida, alento, alma, vida, ser vivo) e therapéia (cuidado, previsão, solicitude, trato cuidadoso). Assim, psicoterapia traduz-se por cuidado pela vida. O cuidar significa implicar-se, ter intimidade, empatia, acolhê-la, entrar em sintonia com. Esse modo de ser-no-mundo deixa que o humano viva a experiência fundamental do valor, daquilo que tem importância e a partir desse valor emerge a dimensão de alteridade, de reciprocidade e de complementaridade, o cuidado, portanto, é estar junto a si com os outros no mundo. A base da diferença ontológica entre o homem e os demais entes, o homem existe cuidando de seu existir.

A prática clínica conduzida sob a perspectiva fenomenológico-existencial apresenta-se como uma busca pela prática do método fenomenológico de Husserl, compreendendo o existir com base na filosofia existencial conforme os pensamentos de Heidegger e Merleau-Ponty. Caracteriza-se pela busca por uma vivência que compreenda o desvelar da existência humana, esclarecendo sobre o ser do homem, revelando suas estruturas existenciais e abandonando qualquer teoria desvinculada do verdadeiro sentido da existência. A busca no sentido fenomenológico-existencial é o grande mobilizador e, às vezes nos leva ao encontro do nada, de uma clareira dentro de nós mesmos, a qual tanto queremos encontrar e da qual tanto fugimos. Quando se faz isso, a vida se enche de significado, onde experienciamos nossa condição de solidão com o sentimento de liberdade ou de abandono que dela decorre, o que não significa felicidade ou infelicidade, mas sim propriedade.

O atendimento psicoterápico é um facilitador no processo de significar, que de alguma forma ficou bloqueado e não consegue mais seguir sozinho, e só se fará possível através de uma escuta aberta de um profissional, comprometido como pessoa nessa relação, então surge uma relação dialógica, que transcende a mera interpretação.

Psicoterapia Oriental

E um processo de terapia tendo como base os conceitos orientais de prevenção de saúde, equilíbrio e de qualidade de vida. Entende o ser humano como indivisível, portanto, integrado corpo-mente-espírito. Se suas emoções estão em desequilíbrio, podem afetar o seu físico, e assim por diante.

O bem estar é atingido por uma ampliação de sua consciência (sobre si, sobre os fenômenos da vida, sobre as relações interpessoais) e pela busca do equilíbrio. Lembrando que o desequilíbrio não é visto pejorativamente, ele é necessário para a evolução, só é ruim, quando frequente e em excesso.

O objetivo do tratamento sempre é determinado pelo cliente, e as sessões são momentos de reflexão em conjunto, momentos para "brincar" com as possibilidades de pensamentos, sem julgamentos.

Depressão

A depressão é um momento muito delicado na vida de uma pessoa. Há a necessidade de identificar se é um transtorno leve, moderado ou grave.

A partir disso que inicia-se um levantamento do que a pessoa está vivendo em seu momento presente: mesmo que seja um reviver de uma fase antiga; e quais significados e conteúdos ela carrega dentro deste quadro.

Pode ser uma depressão pós-parto, uma depressão ativada por uma perda de um ente querido, por vivências recorrentes de fracasso, entre outros cenários. Pode se perguntar: por que minha vida é assim, por que é tão difícil eu confiar nas pessoas, por que eu não consigo produzir nada, por que as pessoas sempre me decepcionam...

O objetivo dos atendimentos é traçado pelo cliente, através de reflexões sobre a auto-estima, sobre suas possibilidades e limites, sobre suas vontades e desejos, sobre suas aceitações e potencialidades, e sobre seus horizontes de sentido.

Quando necessário, o tratamento é realizado juntamente a um acompanhamento médico psiquiátrico.

Síndrome do Pânico

O Pânico acontece quando uma ansiedade severa é desencadeada em uma circunstância que não apresenta um risco real.

Estes episódios de Pânico representam momentos na vida que estamos diante de uma grande oportunidade de mudança, na iminência de uma transformação em termos psicológicos. Trata-se de uma mudança tão intensa e tão vital que a pessoa pode sentir uma série de sintomas físicos. Alguns sintomas são: taquicardia, sudorese, palpitações, enrijecimento muscular, dor no peito. É frequente o relato de pacientes que foram ao hospital, acreditando estar com problemas cardíacos, e os exames médicos acusarem normalidade.

É comum também a pessoa que passou por um episódio de pânico desenvolver o medo de ter pânico novamente.

O objetivo do trabalho é identificar junto da pessoa o seu momento de vida, o que gera esta ansiedade, técnicas de gerenciamento da ansiedade e formas de transcorrer por esta mudança de vida.

Transtorno Obssessivo-Compulsivo - TOC

É uma forma de viver, caracterizada por um fundo emocional de intensa ansiedade que é amenizada ao realizar atos repetitivos. Por exemplo, atos de conferência, de limpeza ou de organização.

A compulsão é um ato que a pessoa faz, sabendo que não queria ou deveria fazer, porem não consegue parar de fazer.

O objetivo inicial do trabalho é identificar o grau de acometimento, quais significados têm por trás destes sintomas, o que gera ansiedade na pessoa e como ampliar sua consciência a respeito dos aprisionamentos que pode sofrer por viver em função de repetições e compulsões.

Quando necessário, o tratamento é realizado juntamente a um acompanhamento médico psiquiátrico.

Impulsividade

A impulsividade é diferente da compulsividade (como mencionado no item TOC), é um agir sem pensar, que frequentemente traz consequências ruins para quem executou, podendo também atingir as pessoas ao redor.

A impulsividade tem um fundo emocional de raiva, podendo ser facilmente identificada ou podendo ser raiva contida, como uma indignação com a forma que se vive, agindo de qualquer forma como um ato desesperador para mudança. A questão é que como é um ato que tem por característica a ausência do pensamento, dificilmente a pessoa aciona a crítica para refletir se realmente estes atos impulsivos a libertarão da angústia que vive. Podendo assim, perpetuar um histórico de atos impulsivos, como por exemplo, compras desmedidas ou comportamentos explosivos no trabalho ou com a família.

O objetivo inicial do trabalho é identificar o que tem por trás destes atos impulsivos, o que gera insatisação na pessoa, formas de auto-controle através da ampliação de consciência do que se vive e das consequências da impulsividade.

Auto estima e Auto conhecimento

A auto-estima é a forma que eu me considero, como eu me avalio. Este trabalho acontece para todos que possuem inseguranças, medos, baixa auto-estima, pessoas que se acomodam às vidas dos outros deixando suas vontades de lado.

Este tipo de trabalho aborda diversas facetas: como se valorizar; como não encarar o mundo como uma competição, onde só vence o melhor, como não se comparar sempre a tudo e a todos,… O trabalho consiste na busca do auto-conhecimento, por uma referência interna, de acreditar nos ideais pessoais, ter força de vontade de coloca-los em prática e confiar no sentido que quero dar a minha vida. O objetivo é dosar o equilíbrio entre vontades pessoais e vontades das pessoas com que se relaciona.

Relacionamentos

“Sou extremamente tímido para xavecar as pessoas”.

“Como posso salvar meu relacionamento”?


“Todo homem é cafajeste”. “Só atraio mulher indecisa e extremamente dependente”.


“Eu gosto do que eu faço, mas pediria demissão apenas porque meu chefe me tira do eixo. Não dá pra lidar com ele”.


Todo trabalho que busca estabelecer um relacionamento de forma diferente, implica uma avaliação de si mesmo, das formas que lido com as pessoas e que tipo de vínculos tenho criado.


O objetivo sempre é traçado pelo cliente, podendo abarcar temas de comunicação com o outro, como construir uma vida com outra pessoa sem deixar de ser eu mesmo, mas também aprender a ceder quando necessário. E como mudar a forma que encaro o outro, o "poder" que o outro tem de me definir ou me influenciar.

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